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Síndrome de burnout: o que é, sinais e quando procurar ajuda

Foto do escritor: Simone Pinheiro
Simone Pinheiro
24 de out.
4 min de leitura

Síndrome de burnout é o esgotamento resultante do estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado com sucesso. É assim que a Organização Mundial da Saúde a descreve na 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, onde ela aparece como um fenômeno ocupacional (OPAS/OMS, 2019).

Sou Simone Pinheiro, psicóloga, e atendo mulheres em terapia individual online, inclusive com questões de carreira e esgotamento. Neste texto, explico o que é o burnout, quais sinais merecem atenção e quando procurar ajuda.

O trabalho está consumindo toda a sua energia?

Conheça a página sobre psicóloga para burnout.


Síndrome de burnout: o que é, segundo a OMS


Segundo a OPAS/OMS, a síndrome de burnout se manifesta em três dimensões:

  • Exaustão: sentimentos de esgotamento ou de falta de energia.

  • Distanciamento do trabalho: afastamento mental, negativismo ou cinismo em relação ao que você faz.

  • Redução da eficácia profissional: a sensação de render menos e de não dar conta.

A OMS faz duas observações importantes. O burnout não é classificado como uma condição de saúde, e sim como um fenômeno ligado ao trabalho. E o termo deve ser usado só para o contexto profissional, não para outras áreas da vida.

Já o Ministério da Saúde descreve a síndrome como um distúrbio emocional, também chamado de síndrome do esgotamento profissional, cuja principal causa é o excesso de trabalho (Ministério da Saúde).


Sinais de burnout

Mulher exausta depois de um dia de trabalho

O Ministério da Saúde lista sintomas físicos e emocionais. Entre eles:

  • cansaço excessivo, físico e mental, e fadiga;

  • dificuldade de concentração;

  • sentimentos de incompetência, fracasso e insegurança;

  • negatividade constante e isolamento;

  • insônia;

  • dor de cabeça frequente e dores musculares;

  • alterações de humor e de apetite;

  • problemas gastrointestinais e alterações nos batimentos cardíacos.

Um sinal comum é que o descanso não basta. O fim de semana passa, as férias acabam, e o cansaço continua. Você se reconhece nisso?


Quem tem mais risco


O Ministério da Saúde cita profissões que vivem sob pressão constante, como médicos, enfermeiros, professores, policiais e jornalistas. Mas o burnout pode aparecer em qualquer área em que o estresse se acumula sem espaço para recuperação.

Alguns fatores costumam pesar:

  • excesso de demandas e prazos impossíveis;

  • pouco controle sobre o próprio trabalho;

  • falta de reconhecimento;

  • conflitos constantes ou ambiente hostil;

  • dificuldade de separar trabalho e vida pessoal.

A autocobrança também conta. A sensação de nunca ser boa o suficiente, típica da síndrome do impostor, pode empurrar para jornadas cada vez mais longas. Leia mais em o que é a síndrome do impostor.


Burnout, estresse e depressão


O estresse é uma reação a uma demanda e tende a diminuir quando a situação passa. O burnout, segundo a OMS, nasce do estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado. A depressão, por sua vez, costuma afetar todas as áreas da vida, e não só o trabalho.

Essas condições podem se misturar, e só uma avaliação profissional consegue diferenciá-las. Segundo o Ministério da Saúde, o psiquiatra e o psicólogo são os profissionais indicados para identificar o problema e orientar o tratamento.


O que ajuda


Para o Ministério da Saúde, o tratamento é feito basicamente com psicoterapia e pode envolver medicamentos, com acompanhamento médico. Entre as recomendações de prevenção estão:

  • definir pequenos objetivos na vida profissional e pessoal;

  • manter atividades de lazer com amigos e família;

  • fazer atividades físicas regularmente;

  • conversar com alguém de confiança sobre o que está sentindo;

  • dormir bem e descansar;

  • não se automedicar e evitar álcool e outras drogas.

Na terapia, eu trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Olhamos juntas para a rotina, para os pensamentos que sustentam a autocobrança, como “se eu parar, tudo desmorona”, e para os limites possíveis, no seu ritmo. Atendo online, para todo o Brasil e para brasileiras que vivem no exterior, sempre em português.


Quando procurar ajuda


Vale procurar ajuda quando o cansaço não passa com descanso, quando você sente pavor de começar a semana, quando o trabalho perdeu o sentido ou quando os sintomas físicos se repetem. Se a ansiedade está muito presente, conheça também a terapia para ansiedade.

Se em algum momento você pensar em se machucar, procure ajuda imediata: o CVV atende gratuitamente, 24 horas, pelo telefone 188, e o SAMU pelo 192.


Perguntas frequentes


Síndrome de burnout é doença?


Depende da fonte. Na CID-11, a OMS classifica o burnout como um fenômeno ocupacional, e não como condição de saúde. O Ministério da Saúde descreve a síndrome como um distúrbio emocional ligado ao trabalho. Nos dois casos, é um sofrimento real, que merece avaliação e cuidado profissional.


Qual a diferença entre burnout e estresse?


O estresse é uma reação a uma demanda e costuma diminuir quando a situação passa. O burnout, segundo a OMS, resulta do estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado com sucesso, e vem com exaustão, distanciamento do trabalho e sensação de menos eficácia. É um esgotamento que não passa com um fim de semana de descanso.


Quem pode identificar a síndrome de burnout?


Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico é feito por profissional após análise clínica, e o psiquiatra e o psicólogo são os profissionais indicados para identificar o problema e orientar o tratamento. Testes de internet não substituem essa avaliação. Se você se reconheceu nos sinais, vale marcar uma conversa.


Síndrome de burnout tem nome e merece cuidado


A síndrome de burnout não é fraqueza nem falta de vontade. É o resultado de um estresse que se acumulou sem espaço para recuperação. Para recapitular:

  • A OMS descreve três dimensões: exaustão, distanciamento do trabalho e redução da eficácia.

  • Os sinais incluem cansaço que não passa, insônia, irritação e sensação de fracasso.

  • Excesso de demandas, falta de controle e autocobrança aumentam o risco.

  • A psicoterapia é a base do tratamento, segundo o Ministério da Saúde.

Se o trabalho está esgotando você, não precisa lidar com isso sozinha.

Quer conversar sobre o que está vivendo? Fale comigo no WhatsApp e marque a sua primeira sessão.



Simone de Abreu Pinheiro — Psicóloga · CRP 05/60758Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · Atendimento online para todo o Brasil e para brasileiras no exterior

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