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Síndrome do impostor teste: perguntas para refletir (sem nota)

Foto do escritor: Simone Pinheiro
Simone Pinheiro
24 de out.
5 min de leitura

Quem busca “síndrome do impostor teste” encontra muitos quizzes que dizem mostrar, em poucos minutos, se você se sente uma fraude no trabalho. Eles podem ajudar a refletir, mas não fazem diagnóstico. Até nas pesquisas, a frequência do fenômeno variou de 9% a 82%, conforme o instrumento e o ponto de corte usados (Bravata e colaboradores, Journal of General Internal Medicine, 2020).

Sou Simone Pinheiro, psicóloga, e atendo mulheres em terapia individual online, inclusive com questões de carreira. Neste texto, explico o que esses testes mostram e deixo perguntas para você pensar, sem pontuação. Para entender o conceito, leia antes o texto sobre o que é a síndrome do impostor.

Prefere conversar sobre a sua carreira em vez de somar pontos?


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Síndrome do impostor teste: o que os quizzes online medem

A revisão de Bravata e colaboradores (2020), que reuniu 62 estudos, mostrou que os números mudam muito conforme a forma de medir. Por isso, um quiz de internet, que raramente informa de onde vieram as perguntas, diz pouco sobre você.

O formato costuma ser parecido: frases sobre sorte, medo de errar e dificuldade de aceitar elogios, marcadas com uma frequência, e uma nota no final. As frases até tocam em pontos reais. O problema é tratar a nota como resposta definitiva.

Um resultado baixo pode tranquilizar quem está sofrendo. Um resultado alto pode assustar quem só está numa fase de muita pressão, como uma mudança de cargo. Nos dois casos, o número fala menos do que parece.


Existe um instrumento validado no Brasil?

Mulher refletindo sobre perguntas de um teste de síndrome do impostor

Sim, para pesquisa. Bezerra e colaboradores adaptaram para o Brasil a Escala Clance do Fenômeno do Impostor, em dois estudos com 201 universitários e 252 pós-graduandos, e concluíram que a escala é adequada para estudos científicos (Psico-USF, 2021). Em 2023, outro grupo confirmou a estrutura da escala com 204 universitários do Piauí.

Isso é bem diferente de um quiz de rede social. No Brasil, o uso profissional de testes psicológicos é privativo da psicóloga e do psicólogo, como reforça a Resolução CFP nº 31/2022. Mesmo quando um instrumento é usado, ele entra como parte de uma conversa sobre a sua história, nunca sozinho.


Perguntas para refletir sobre o seu trabalho (sem pontuação)


Em vez de um síndrome do impostor teste com nota final, deixo perguntas para você pensar com calma. Não existe resposta certa, e não há soma de pontos. Elas partem das características descritas nos estudos que citei:

  • Quando algo dá certo, você costuma atribuir à sorte, ao momento ou à ajuda de alguém?

  • Quando algo dá errado, você vê isso como prova de que não é capaz?

  • Sente medo de que, a qualquer momento, descubram que você não sabe tanto?

  • Elogios deixam você desconfortável ou parecem exagerados?

  • Você se prepara muito além do necessário, ou adia até o último minuto, por medo de errar?

  • Deixa de pedir aumento, promoção ou novas responsabilidades por achar que não está pronta?

  • Compara-se com colegas e quase sempre sai perdendo?

  • A autocobrança atrapalha o seu descanso, o sono ou a vida fora do trabalho?

Se algumas respostas incomodaram, isso já é uma informação importante. Não para se rotular, e sim para olhar com mais gentileza para a forma como você avalia o próprio trabalho.


O que fazer com as respostas


Se você chegou aqui depois de um síndrome do impostor teste, o primeiro passo é entender o ciclo: os sucessos viram sorte, os erros viram prova, e nenhuma conquista convence. Explico esse ciclo no texto sobre o que é a síndrome do impostor.

Um exercício simples ajuda: durante algumas semanas, anote no fim do dia uma coisa que você fez bem e o que de fato contribuiu para isso. A ideia é treinar o olhar para as evidências que costumam passar despercebidas.

A pesquisa também associa o fenômeno do impostor a queda da autoestima, ansiedade e estresse, como resume o estudo brasileiro de Nascimento da Silva e colaboradores (2023). Se isso faz sentido para você, conheça a terapia para autoestima. Se o cansaço já virou esgotamento, conheça a página sobre psicóloga para burnout.


Como é a conversa com uma psicóloga


Uma avaliação não é uma prova. Nas primeiras sessões, conversamos sobre a sua trajetória, o seu momento profissional e o que você deseja mudar. Eu trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que olha para os pensamentos que sustentam o ciclo, como “foi só sorte” e “vão perceber que eu não sei”.

Juntas, olhamos para as evidências reais da sua história e para a régua que você usa para se avaliar, no seu ritmo. Atendo online, para todo o Brasil e para brasileiras que vivem no exterior, sempre em português.


Perguntas frequentes


Existe um teste de síndrome do impostor validado no Brasil?


Existe uma escala adaptada para o Brasil e usada em pesquisa: a Escala Clance do Fenômeno do Impostor, estudada por Bezerra e colaboradores (2021) com 453 estudantes. Ela não é um quiz de internet. No uso profissional, a aplicação e a interpretação de testes psicológicos são privativas de psicólogas e psicólogos.


Fiz um teste online e deu síndrome do impostor alta. O que faço?


Respire. Um resultado de quiz não é diagnóstico e não define a sua competência. Use o número como um convite para observar como você avalia o próprio trabalho. Se a autocobrança e o medo de ser descoberta estão pesando, conversar com uma psicóloga ajuda a entender o padrão.

Síndrome do impostor e baixa autoestima são a mesma coisa?


Não, mas costumam andar juntas. A síndrome do impostor envolve a sensação de ser uma fraude, sobretudo em contextos de desempenho, como trabalho e estudo. A pesquisa associa o fenômeno do impostor a queda da autoestima, além de ansiedade e estresse, como resume o estudo brasileiro de Nascimento da Silva e colaboradores (2023).


Síndrome do impostor teste não substitui uma conversa


Um síndrome do impostor teste pode ser o empurrão para você pensar no assunto. Mas a resposta que importa não cabe numa nota. Para recapitular:

  • Quizzes online não são diagnóstico e raramente dizem de onde vieram as perguntas.

  • Existe uma escala adaptada para o Brasil, mas ela é usada em pesquisa e por profissionais.

  • Perguntas de reflexão, sem nota, ajudam a perceber o padrão sem rótulos.

  • Treinar o olhar para as próprias conquistas é um bom primeiro passo.

Se esse sentimento está pesando na sua carreira, você não precisa lidar com isso sozinha.


Quer conversar sobre a sua carreira? Fale comigo no WhatsApp e marque a sua primeira sessão.


Simone de Abreu Pinheiro — Psicóloga · CRP 05/60758Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · Atendimento online para todo o Brasil e para brasileiras no exterior

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