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Quais os 3 pilares da síndrome de burnout: entenda cada um

Foto do escritor: Simone Pinheiro
Simone Pinheiro
há 14 horas
4 min de leitura

Quais os 3 pilares da síndrome de burnout? Segundo a Organização Mundial da Saúde, são a exaustão, o distanciamento mental do trabalho e a redução da eficácia profissional (OPAS/OMS, 2019). Esse modelo de três dimensões também aparece no Inventário de Burnout de Maslach, o instrumento mais conhecido para avaliar o burnout.

Sou Simone Pinheiro, psicóloga, e atendo mulheres em terapia individual online, inclusive com questões de esgotamento no trabalho. Neste texto, explico cada pilar e como ele aparece no dia a dia. Para uma visão geral do tema, leia o texto sobre síndrome de burnout.

Você se reconhece no esgotamento descrito aqui?

Conheça a página sobre psicóloga para burnout.


Quais os 3 pilares da síndrome de burnout, segundo a pesquisa


No Brasil, Carlotto e Câmara analisaram o Inventário de Burnout de Maslach com 563 professores de instituições particulares da região de Porto Alegre e encontraram os mesmos três fatores do modelo original: exaustão emocional, despersonalização e realização profissional (Psicologia em Estudo, 2004).

Os nomes mudam um pouco conforme a fonte, mas a ideia é a mesma:

  • Pilar 1: exaustão emocional, ou esgotamento de energia.

  • Pilar 2: despersonalização, também descrita como distanciamento, negativismo ou cinismo em relação ao trabalho.

  • Pilar 3: baixa realização profissional, ou redução da eficácia.


Pilar 1: exaustão emocional

Mulher anotando como está a própria energia no trabalho

A exaustão é o pilar mais conhecido. A OMS descreve sentimentos de esgotamento ou de falta de energia. No estudo brasileiro de 2004, esse fator apareceu com consistência e chegou a funcionar de forma independente dos outros.

No dia a dia, ela costuma aparecer assim:

  • Acordar já cansada, mesmo depois de dormir.

  • Sentir que não sobra energia para nada fora do trabalho.

  • Ficar sem paciência para conversas e tarefas simples.

  • Perceber que o descanso do fim de semana não recupera.


Pilar 2: distanciamento do trabalho


O segundo pilar é o afastamento emocional do que você faz. A OMS fala em aumento do distanciamento mental, negativismo ou cinismo em relação ao trabalho. No inventário de Maslach, esse pilar aparece com o nome de despersonalização.

Ele costuma surgir como uma forma de proteção contra o desgaste:

  • Tratar colegas, clientes ou pacientes de forma mais fria e automática.

  • Sentir indiferença por tarefas que antes importavam.

  • Ironizar ou desacreditar de tudo o que vem da empresa.

  • Contar as horas para ir embora, todos os dias.

Você percebe que se desligou emocionalmente do que antes gostava de fazer?


Pilar 3: queda da realização profissional


O terceiro pilar é a sensação de render menos e de não ser capaz. A OMS chama de redução da eficácia profissional; o inventário de Maslach, de baixa realização profissional. No estudo brasileiro, esse fator também se mostrou consistente e independente.

Na prática, ele aparece como:

  • Achar que nada do que você faz tem valor.

  • Duvidar da própria competência, mesmo com experiência.

  • Demorar mais para terminar tarefas que antes eram simples.

  • Perder o sentido do próprio trabalho.

Esse pilar costuma se misturar com a sensação de ser uma fraude. Se isso faz sentido para você, leia sobre o que é a síndrome do impostor.


Os pilares aparecem juntos?


Nem sempre. No estudo de Carlotto e Câmara (2004), exaustão emocional e realização profissional chegaram a funcionar de forma independente. Uma pessoa pode estar muito exausta e ainda se sentir competente, ou se sentir pouco realizada sem estar tão cansada.

Também existem outros modelos. Um questionário espanhol validado com 714 professores brasileiros avalia quatro aspectos: ilusão pelo trabalho, desgaste psíquico, indolência e culpa (Gil-Monte, Carlotto e Câmara, Revista de Saúde Pública, 2010). Nesse modelo, a culpa aparece como uma das dimensões avaliadas, ao lado do desgaste.

Por isso, identificar o burnout exige uma avaliação profissional, e não só a soma de sintomas.


Como a terapia ajuda


Na terapia, olhamos para cada um desses pilares na sua rotina. Eu trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): identificamos o que alimenta a exaustão, os pensamentos que sustentam a autocobrança e os limites possíveis no trabalho e na vida pessoal, no seu ritmo.

Atendo online, para todo o Brasil e para brasileiras que vivem no exterior, sempre em português.


Perguntas frequentes


Preciso ter os 3 pilares para ter burnout?


As três dimensões descrevem o quadro completo, mas elas não aparecem sempre ao mesmo tempo nem com a mesma força. No estudo de Carlotto e Câmara (2004), com 563 professores, exaustão emocional e realização profissional chegaram a funcionar de forma independente. Por isso, a avaliação precisa ser feita por um profissional.


Os 3 pilares são a mesma coisa que as fases do burnout?


Não. Os pilares são as dimensões que caracterizam o burnout: exaustão, distanciamento do trabalho e queda da eficácia ou realização profissional. Já a ideia de fases tenta descrever como o esgotamento evolui com o tempo, e os modelos de fases variam bastante entre autores.


Todos os instrumentos usam esses 3 pilares?


Não. O modelo de três dimensões é o mais conhecido, mas há outros. Um questionário espanhol validado no Brasil com 714 professores, por exemplo, avalia quatro aspectos: ilusão pelo trabalho, desgaste psíquico, indolência e culpa (Gil-Monte, Carlotto e Câmara, 2010).


Entender quais os 3 pilares da síndrome de burnout ajuda a se cuidar


Saber quais os 3 pilares da síndrome de burnout ajuda a nomear o que você sente e a perceber quando é hora de pedir ajuda. Para recapitular:

  • Exaustão emocional: cansaço que não passa com descanso.

  • Distanciamento: frieza, indiferença ou cinismo em relação ao trabalho.

  • Queda da realização: sensação de render menos e de não ser capaz.

  • Os pilares nem sempre aparecem juntos, e a avaliação precisa ser profissional.

Se o trabalho está esgotando você, não precisa lidar com isso sozinha.

Quer conversar sobre o que está vivendo? Fale comigo no WhatsApp e marque a sua primeira sessão.


Simone de Abreu Pinheiro — Psicóloga · CRP 05/60758Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · Atendimento online para todo o Brasil e para brasileiras no exterior

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