Autoestima baixa: sinais, causas e como lidar
Autoestima baixa é quando a avaliação que você faz de si mesma fica negativa por muito tempo: você se vê com pouco valor, duvida da própria capacidade e sente que precisa provar o tempo todo que merece estar onde está. Em um estudo com 201 universitários da Universidade Federal de Uberlândia, quem tinha autoestima baixa apresentou mais sintomas de ansiedade, estresse e depressão (Jesus, UFU, 2023).
Sou Simone Pinheiro, psicóloga, e atendo mulheres em terapia individual online. Neste texto, mostro os sinais da autoestima baixa, de onde ela costuma vir e o que ajuda a lidar com ela. Para entender o conceito antes, leia o texto sobre autoestima.
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Sinais de autoestima baixa no dia a dia
A autoestima baixa nem sempre aparece como tristeza. Muitas vezes, ela se mostra em hábitos que parecem normais, de tão repetidos:
Desconfiar de elogios ou achar que a pessoa está só sendo educada.
Pedir desculpas o tempo todo, até quando não fez nada errado.
Ter dificuldade de dizer “não” e de colocar limites.
Comparar-se com outras pessoas e sempre sair perdendo.
Deixar de tentar coisas novas por medo de errar.
Falar de si mesma com dureza: “eu sou burra”, “eu nunca acerto”.
Aceitar pouco nas relações, por achar que não merece mais.
Você se reconheceu em vários desses sinais? Perceber já é um passo importante.
Autoestima baixa ou baixa estima?

Muita gente pesquisa se o certo é autoestima baixa ou baixa estima. Na psicologia, o termo usado é autoestima, escrito junto. Por isso, as formas mais comuns são “autoestima baixa” ou “baixa autoestima”.
Mais importante do que o nome é o que ele descreve: uma forma de se ver que pesa nas escolhas, nas relações e no trabalho.
De onde vem a autoestima baixa
Não existe uma causa única. A forma como nos vemos se forma ao longo da vida, e algumas experiências costumam pesar:
Crescer ouvindo críticas, comparações ou cobranças constantes.
Sentir que o afeto dependia de bom comportamento ou de bons resultados.
Viver relações em que você era diminuída ou desvalorizada.
Passar por rejeições, términos ou perdas marcantes.
Enfrentar padrões de beleza e de sucesso que parecem inalcançáveis.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), essas experiências deixam crenças, como “eu não sou suficiente” ou “eu só tenho valor se agradar”. Elas funcionam como lentes: tudo o que acontece passa por elas antes de chegar até você.
Mudanças no corpo, como as do climatério, também mexem com a autoestima. Saiba mais sobre o cuidado psicológico no climatério e na menopausa
Como a autoestima baixa afeta as relações e o trabalho
A revisão publicada na Psicologia USP (Santos e Camargo, 2024) aponta a baixa autoestima como um fator importante na manutenção da dependência emocional. Quando você não se vê com valor, fica mais difícil sair de uma relação que faz mal. Escrevi sobre isso no texto o que é dependência emocional.
No trabalho, ela aparece como medo de se expor, dificuldade de pedir o que merece e sensação de ser uma fraude. Se isso faz sentido, leia sobre o que é a síndrome do impostor.
Como lidar com a autoestima baixa
Um estudo brasileiro com 327 mulheres investigou a autocompaixão, a capacidade de se tratar com gentileza nos momentos difíceis, e lembra que, em pesquisa brasileira anterior, mulheres apresentaram menos autocompaixão do que homens (Souza e Hutz, Psico, 2016). Cultivar essa gentileza consigo é um bom ponto de partida.
Alguns passos ajudam no dia a dia:
Perceber a voz interna: anote as frases duras que você diz para si mesma.
Questionar essas frases: você diria isso a uma amiga na mesma situação?
Registrar evidências: no fim do dia, anote uma coisa que você fez bem.
Treinar pequenos limites: um “não” simples, e observar que a relação continua.
Reduzir comparações: perceber quando está se medindo pelos outros, inclusive nas redes.
Para mais passos práticos, o próximo texto desta série trata de como melhorar a autoestima.
Quando procurar ajuda
Vale procurar uma psicóloga quando a autoestima baixa faz você aceitar menos do que deseja nas relações, desistir de oportunidades ou viver com autocrítica constante. Também é importante buscar ajuda quando ela vem junto de tristeza persistente ou ansiedade. Se a preocupação constante pesa, conheça a terapia para ansiedade.
Eu trabalho com a TCC. Na terapia, olhamos juntas para as crenças sobre você mesma e para as experiências que as formaram, e aos poucos você aprende a se ver com mais justiça. Atendo online, para todo o Brasil e para brasileiras que vivem no exterior, sempre em português.
Se em algum momento você pensar em se machucar, procure ajuda imediata: o CVV atende gratuitamente, 24 horas, pelo telefone 188, e o SAMU pelo 192.
Perguntas frequentes
O certo é autoestima baixa ou baixa estima?
Os dois aparecem no dia a dia, mas o termo usado na psicologia é autoestima, escrito junto e sem hífen. Por isso, a forma mais comum é autoestima baixa ou baixa autoestima. A expressão baixa estima existe, mas é menos usada para falar da avaliação que a pessoa faz de si mesma.
Autoestima baixa é depressão?
Não. Autoestima baixa é uma forma de se avaliar, não um diagnóstico. Mas as duas podem andar juntas: em um estudo com 201 universitários da UFU, quem tinha autoestima baixa apresentou mais sintomas de ansiedade, estresse e depressão. Se a tristeza é intensa e duradoura, procure avaliação profissional.
Dá para ter autoestima baixa e parecer confiante?
Sim. Muitas pessoas parecem seguras por fora e se cobram muito por dentro. Perfeccionismo, necessidade constante de aprovação e dificuldade de lidar com críticas podem esconder uma autoestima frágil. Por isso, o que importa não é a aparência de confiança, e sim como você se trata quando ninguém está vendo.
Autoestima baixa não define quem você é
A autoestima baixa é uma forma de se ver, aprendida ao longo da vida, e pode ser olhada de novo com cuidado. Para recapitular:
Ela aparece em hábitos como desconfiar de elogios, pedir desculpas demais e evitar limites.
Costuma vir de críticas, comparações e relações que diminuíram você.
Pesa nas relações, no trabalho e na saúde emocional.
Autocompaixão, questionar a voz interna e registrar evidências ajudam.
Se a forma como você se vê está pesando, você não precisa lidar com isso sozinha.
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Simone de Abreu Pinheiro — Psicóloga · CRP 05/60758Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · Atendimento online para todo o Brasil e para brasileiras no exterior




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