Pensamentos intrusivos exemplos: os mais comuns e como lidar
Atualizado: 25 de out.
Quem pesquisa “pensamentos intrusivos exemplos” geralmente quer saber se o que passa pela própria cabeça é normal. Na maioria das vezes, é. Em um estudo com 777 universitários de 13 países, 94% relataram ter tido pelo menos um pensamento intrusivo nos últimos três meses (Radomsky e colaboradores, Journal of Obsessive-Compulsive and Related Disorders, 2014).
Sou Simone Pinheiro, psicóloga, e atendo mulheres em terapia individual online. Neste texto, reúno os tipos mais comuns e mostro formas de lidar com eles. Se quiser entender o conceito antes, leia o texto sobre o que são pensamentos intrusivos.
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Pensamentos intrusivos exemplos: os tipos mais comuns
No estudo internacional de 2014, as dúvidas foram o tipo de pensamento intrusivo mais relatado, e os de conteúdo sexual ou religioso foram os menos citados. A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) acrescenta que esses pensamentos costumam parecer aleatórios e sem sentido. Veja como eles aparecem no dia a dia.
Dúvidas e verificação
“Será que tranquei a porta?”
“E se eu deixei o fogão ligado?”
“Será que mandei aquela mensagem para a pessoa errada?”
Impulsos estranhos
“E se eu jogar o meu celular aqui do alto?”
“E se eu empurrar essa pessoa na minha frente?”
A vontade repentina de gritar em um lugar silencioso.
Imagens de acidente ou de perigo
Imaginar a casa pegando fogo.
Ver, de repente, a cena de alguém querido se machucando.
Sujeira e contaminação
A sensação de que as mãos ainda estão sujas, mesmo depois de lavar.
O medo de ter se contaminado ao tocar em algo.
Pensamentos que vão contra os seus valores
Ideias de conteúdo sexual ou religioso que causam vergonha.
Pensamentos agressivos sobre pessoas que você ama.
Você se reconheceu em algum? Ver esses pensamentos intrusivos exemplos por escrito costuma trazer alívio: você não é a única.
Por que esses pensamentos assustam tanto?

Segundo o professor Alexandre Vianna Montagnero, da UFU (2024), o sofrimento não tem a ver com o conteúdo do pensamento, e sim com a forma como cada pessoa reage a ele. Os autores do estudo de 2014 chegaram a uma conclusão parecida: o problema está no que fazemos com o pensamento.
Repare que os exemplos mais assustadores são justamente os que mais destoam de quem você é. Uma mãe cuidadosa se assusta com a imagem do filho se machucando porque se importa. O pensamento não revela um desejo escondido. Ele incomoda porque vai contra os seus valores.
O que fazer quando eles aparecem
A orientação da Rede D'Or, em conteúdo sobre o tema, começa por reconhecer o pensamento e lembrar que ele não define quem você é nem o que você acredita. Alguns passos ajudam na prática:
Dar nome: dizer a si mesma “isso é um pensamento intrusivo” cria distância entre você e ele.
Não brigar com ele: tentar expulsar o pensamento à força tende a deixá-lo mais presente.
Evitar rituais de alívio: checar a porta muitas vezes ou pedir confirmação a alguém acalma na hora, mas mantém o ciclo.
Voltar ao que você estava fazendo: deixar o pensamento passar e devolver a atenção à tarefa, à conversa ou ao caminho.
Cuidar do básico: sono, atividade física, respiração e momentos de lazer ajudam a baixar o nível de tensão.
O ponto sobre os rituais tem apoio em pesquisa. Em um experimento de Salkovskis e colaboradores (Behaviour Research and Therapy, 1997), as pessoas que neutralizaram um pensamento intrusivo relataram mais desconforto depois e mais vontade de neutralizar de novo.
Para um passo a passo mais completo, leia o texto como controlar pensamentos intrusivos.
Quando os pensamentos intrusivos pedem ajuda
Para a UFU, existe um problema quando o pensamento causa sofrimento e afeta o trabalho, a família, as amizades e a qualidade de vida. Pessoas com ansiedade, TOC, estresse pós-traumático ou depressão grave podem sentir esses pensamentos de forma mais intensa.
Vale procurar uma psicóloga se:
os pensamentos ocupam boa parte do seu dia;
você evita lugares ou pessoas por causa deles;
as verificações e os rituais estão tomando tempo;
a angústia atrapalha o sono, o trabalho ou as relações.
Evite o autodiagnóstico, como alerta a UFU. Ter pensamentos intrusivos não significa ter um transtorno.
Se em algum momento você pensar em se machucar, procure ajuda imediata: o CVV atende gratuitamente, 24 horas, pelo telefone 188, e o SAMU pelo 192.
Como a terapia ajuda

A UFU recomenda o acompanhamento psicológico quando há sofrimento. Eu trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que olha para a relação entre o que você pensa, o que sente e o que faz.
Na terapia, não tentamos apagar os pensamentos. Olhamos juntas para o significado que você dá a eles e para os rituais que acabam mantendo o ciclo. Aos poucos, eles tendem a ocupar menos espaço.
Se os pensamentos vêm com preocupação constante, conheça a terapia para ansiedade. Se vêm com um aperto intenso no peito, conheça a terapia para angústia. Atendo online, para todo o Brasil e para brasileiras que vivem no exterior, sempre em português.
Perguntas frequentes
Qual é o tipo de pensamento intrusivo mais comum?
As dúvidas. No estudo de Radomsky e colaboradores (2014), com 777 universitários de 13 países, os pensamentos de dúvida, como não ter certeza se trancou a porta, foram os mais relatados. Os de conteúdo sexual ou religioso foram os menos citados, mas também apareceram.
Se eu tenho um pensamento de machucar alguém, isso quer dizer que sou perigosa?
Não. Pensamentos intrusivos não refletem desejos ou intenções. Eles costumam assustar justamente porque vão contra quem você é. O que importa é a forma como você reage a eles. Se esses pensamentos estão causando muito sofrimento, conversar com uma psicóloga ajuda a entender e a lidar com eles.
Distrair a cabeça ajuda a lidar com pensamentos intrusivos?
Voltar a atenção para o que você estava fazendo pode ajudar, desde que não vire uma briga para expulsar o pensamento. Tentar afastá-lo à força, ou fazer verificações para se acalmar, tende a manter o ciclo. A ideia é deixar o pensamento passar, sem dar a ele mais importância do que tem.
Pensamentos intrusivos exemplos: o que levar deste texto
Conhecer pensamentos intrusivos exemplos ajuda a perceber que eles são parte da mente humana. Para recapitular:
Dúvidas, impulsos estranhos, imagens de perigo, contaminação e conteúdos contra os seus valores são os tipos mais comuns.
O pensamento não é um desejo, e o sofrimento depende mais da reação do que do conteúdo.
Dar nome, não brigar e evitar rituais de alívio ajudam a quebrar o ciclo.
Quando eles atrapalham a vida, vale procurar uma psicóloga.
Se esses pensamentos estão pesando, você não precisa lidar com eles sozinha.
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Simone de Abreu Pinheiro — Psicóloga · CRP 05/60758Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) · Atendimento online para todo o Brasil e para brasileiras no exterior




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